10/03/2010

O PERÍODO COLONIAL

Os rios da Guiné e as ilhas de Cabo Verde estiveram dentre as primeiras regiões de África a serem exploradas pelos portugueses. O navegador português Álvaro Fernando chegou á Guiné em 1446 (Nuno Tristão segundo outras fontes) e reclamou a posse do território, porém, poucas feitorias de comércio foram estabelecidas antes de 1600.
A ocupação do território pela Coroa portuguesa só se deu sob a Dinastia Filipina, com fundação da vila de Cacheu (1588) sujeita administrativamente ao arquipélago de Cabo Verde. No mesmo contexto, foi estabelecida, em 1630, a Capitania-Geral da Guiné Portuguesa para a administração do território.
Após a Restauração Portuguesa (1640), foi retomado o povoamento na região, tendo-se fundado as povoações de Farim e Ziguinchor. A irradiação da colonização portuguesa fez-se a partir da foz dos rios Casamansa, Cacheu, Geba e Bula. Durante século a região constitui-se em ponto estratégico para o comércio de escravos.
Em finais do século XVII edificou-se a fortaleza de Bissau, período em que os franceses começavam a afirmar a sua presença na região. Em 1753 foi reestabelecida a Capitania de Bissau.
Em 1879 procedeu-se a separação administrativa de Cabo Verde, constituindo-se a Guiné Portuguesa. Pouco mais tarde, no contexto do Congresso de Berlim (1884-1885) diante do retalhamento da África pelas potências coloniais europeias, a Guiné-Bissau, agora com as suas subsequentes tentativas de ocupação e colonização portuguesa não se fizeram sem resistência das populações locais. A última delas ocorreu em 1936 com a revolta dos bijagós de Canhabaque.
A luta pela independência
Durante três séculos a região constitui a colónia de Guiné Portuguesa.
Em 1951, a Guiné-Bissau mudou de estatuto, tornando-se numa Província Ultramarina de Portugal.
Em 1956 intelectual guenieense Amílcar Cabral, que estava no exílio em Conacri, e mais cinco correligionários fundaram o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Em 1963, face á intransigência de Portugal quanto á independência, com o apoio de outros países, o PIAGC iniciou a luta armada de guerrilha, visando pôr termo ao colonialismo português.
A guerrilha do PAIGC consolidou o seu domínio do território em 1973, mas, no mesmo ano, Amílcar Cabral foi assassinado em Conacri, tendo sido substituído pelo irmão Luís de Almeida Cabral.
A independência, declarada unilateralmente a 24 de Setembro de 1973, chegou com a Revolução dos Cravos em Portugal (1974). A 10 de Setembro de 1974, a Guiné-Bissau foi a primeira Colónia portuguesa na África a ter reconhecido a sua independência, constituindo-se na República da Guiné-Bissau.

7 comentários:

Marina-Emer disse...

gracias y ya sigo yo tu blog
mi saludo
Marina

Amapola disse...

Boa tarde.
Muito bom, esses esclarecimentos.

Amapola disse...

Ouvi as músicas. São lindas, e emocionantes.

Uma boa tarde.

mel negro disse...

Magnifica informação e música de fundo excelente.
Não conheço o Ultramar e o seu blogue ajuda a uma melhor compreensão.

Hana disse...

Oi, posso entrar, to entrando, a porta eta aberta, vim visitar seu cantinho e adorei, então trouxe uma cha, vc quer? Vamos brindar, UM BRINDE A ESTE BLOG, E APESSOA QUE CRIOU É LINDA, seu oração e divino, mostrou ao que veio nesta gande vida, vou seguir, e vir sempre!Parabéns.
venha visiar meu cantinho da harmonia quando puder, lá planto sementinhas igual vc...
com carinho
Hana

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE:
olossato guine bissau


ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE LOVE STORY, CABALLO, LA CONQUISTA DE AMERICA CRISOL.

José
ramón...

Taty Cascada disse...

Muy agradecida de que hayas visitado mi Blog, el tuyo está bien diseñado, la música bella y muy interesante la información que me has aportado.
Un abrazo desde Santiago de Chile